segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Akira Yamaoka: Silent Hill's Greatest Hits.



A trilha sonora de Silent Hill do primeiro até Shattered Memories foi composta por Akira Yamaoka, antes do primeiro jogo, ele fez a trilha do jogo Sparkster: Rocket Knight Adventures 2 para Sega Genesis (Mega Drive), e participou das trilhas de Contra: Hard Corps e Gradius.

Ele se voluntariou para a trilha de Silent Hill 1, dizendo que ele era o "único capaz de fazer essa trilha".E ele se provou correto nessa afirmação, pois a música em Silent Hill é simplesmente a alma e o coração do jogo, sem ela, talvez eu não fosse tão fã da série.

As músicas são tão boas que no filme só precisaram fazer uma playlist de músicas do jogo para incluir na trilha sonora.

E hoje farei um artigo sobre minhas músicas favoritas dos jogos da franquia, um Greatest Hits (aquelas compilações com os maiores hits de algum artista) da série Silent Hill, falarei de jogo por jogo, mas apenas sobre as músicas que considero importantes.

Mas primeiro, vale falar sobre as inspirações musicais de Yamaoka, entre elas estão Metallica, Depeche Mode, Trent Reznor da banda Nine Inch Nails e Angelo Badalamenti (compositor da maioria dos filmes do nosso querido David Lynch).

Badalamenti e suas música suaves, relaxantes e com um sentimento de estranheza ao mesmo tempo, uma característica que veremos muito ainda

Alternâncias entre tristeza e agressividade como algumas faixas do Metallica


 O som industrial de Trent Reznor, característica dos cenários infernais do jogo

Silent Hill(1999).



O primeiro jogo da série tem um número pequeno de faixas, apenas QUARENTA E DUAS FAIXAS, a maioria delas é apenas o som de alguém arranhando um quadro, batendo num tonel ou numa grade, só sons para te deixar o mais desconfortável possível, mas temos algumas boas melodias no meio.

A primeira faixa já é pra te pegar de vez, Silent Hill Theme é a música da abertura, ela começa com um violão e já parte para outros instrumentos, ela parece uma música de interior dos Estados Unidos mas com um toque de estranheza, tristeza e até esperança.
Eu adoro todas introduções da série, pois elas não dizem absolutamente nada sobre a história, mas você entende todo o estilo pelas cenas e principalmente pela música.


All não é exatamente uma música, ela é só um som metálico que se repete e vai ficando mais alto, essa faixa foi feita para te jogar na dimensão infernal do jogo.


Ain't Gonna Rain também é só uma faixa para te deixar extremamente nervoso, com uma batida agressiva de ranger os dentes.


My Heaven é a mais assustadora, só imagine você jogando esse jogo de madrugada e essa linda composição começa a tocar, ela soa como bebês chorando numa distorção demoníaca.


Agora finalmente deixando as faixas infernais para trás, Not Tomorrow é uma música simples mas muito memorável.


Tears of ... é a faixa "dirigindo a noite" do jogo, ela é suave e é uma boa recompensa após o inferno que você passa pelo game.



E She segue a mesma linha, e junto com Silent Hill Theme é minha favorita desse jogo:



Silent Hill 2(2001):




O segundo jogo é o trabalho favorito de Yamaoka, ele próprio disse que esse era o jogo que ele mais tinha orgulho de ter composto, e é o favorito de muitos fãs(eu inclusive).


Theme of Laura é possivelmente minha faixa favorita na história dos videogames, e é uma das razões desse ser o meu jogo favorito de todos os tempos. A música tem tristeza e felicidade andando juntas durante toda sua duração, e esse é exatamente o sentimento que Yamaoka queria passar, ele queria fazer algo que fosse melancólico mas também cheio de esperança.

A World of Madness tem tudo explicado no titulo, Um Mundo de Loucura, essa faixa é bem atmosférica e serve para lentamente te jogar no mundo surreal de SH2.


Promise(Reprise) é uma linda melodia triste, e o público comum deve conhecer ela pelo filme em 2006, que utilizou essa música em vários momentos.


Heaven's Night é uma música bem relaxante, mas misteriosa.


Angel 's Thanatos é a música mais pesada do jogo, e ela parece muito algo de uma banda de heavy metal.


Fermata in Mystic Air é a mais assustadora do game, ela não é desconfortável como as faixas do primeiro jogo, mas ela tem um som estranho, quase alienígena que causa pavor.


Love Psalm só está na edição especial do game, mas é uma das minhas favoritas, eu amo esse solo de guitarra.


Laura plays the Piano é extremamente atmosférica, é como eu imagino o som da tristeza, o piano com o eco fazem um ótimo trabalho aqui.


Esse piano em True fala por si próprio:


Overdose Delusion soa muito como uma música de rock alternativo.


E pra terminar com chave de ouro, Promise:



Silent Hill 3(2003):


Eu achei esquisito uma adolescente de 17 anos (Heather, a principal do jogo) ser sexualizada na capa, dai eu lembrei que o jogo era japonês.

Dessa vez Akira Yamaoka não é só o compositor do jogo como virou produtor do jogo, e uma grande evolução foi que agora o jogo tem músicas cantadas, e então nasceu a dupla Akira Yamaoka e a dubladora Mary Elizabeth McGlyn que fez os vocais.

Silent Hill 3 foi o primeiro da série que joguei, e na época eu era um cagão pra esse tipo de jogo (hoje é meu gênero favorito). e eu nem esperava passar de cinco minutos nele, então essa intro aparece:


Eu achei essa introdução e essa música tão boas que me fez jogar o jogo inteiro mesmo eu estando com um medo foda. O nome da música é You're Not Here e só pelo valor nostálgico ela já virou uma das minhas músicas favoritas.

End of Small Sanctuary é uma ótima forma de introduzir a personagem principal, o som tem cara de adolescência, mas ainda contém o feeling de estranheza tão tipico da série.


Breeze - In Monochrome Night, perfeita para dirigir a noite.



Na verdade, boa parte da trilha é ótima para se dirigir a noite, essa é Please Love Me, Once More que toca durante o momento mais triste do jogo.


Engraçado, Letter - From The Last Days toca durante uma cena que envolve dirigir a noite.


Dance With Night Wind



Never Forgive Me, Never Forget Me tem uma vibe Arquivo X.



Prayer me dá arrepios.

Rain of Brass Petals



E I Want Love mostra o grande poder vocal de McGlyn.


Silent Hill 4: The Room(2004):


Melhor capa, apesar de nem parecer que é do jogo

Silent Hill 4: The Room é um jogo complicado, ele tem boas ideias mas a execução não foi muito eficiente. Porém, a trilha sonora se mantem impecável como sempre.

Essa trilha também contém uma cacetada de músicas e a maioria eu nem cheguei a ouvir no jogo, o foco dessa trilha é bem mais experimental e atmosférico, então vou citar as músicas cantadas que são definitivamente as mais memoráveis.

Boa parte da trilha soa assim, e eu certamente recomendo ouvir ela inteira, mas seriam muitas músicas para citar aqui:


Room of Angel é uma das faixas mais tristes e mais assustadoras que Yamaoka já compôs,além do soar extremamente melancólica também tem uma letra que é um soco no estômago, falando sobre o ódio de uma criança para a mãe que o abandonou, que é um dos pontos principais da trama do jogo.


"Here's a lullaby to close your eyes
It was always you that i despised
I don't feel enough for you to cry"

"Aqui uma canção de ninar para fechar os olhos
Era você quem eu sempre desprezava
Eu não sinto o suficiente por você para chorar"

Cradle of Forest é a música dos créditos finais, cantada pela voz forte de Joe Romersa (que é o escritor da maioria das músicas cantadas da série) e com backing vocals de McGlyn, 


Tender Sugar

Your Rain


E Waiting for You que têm diversas referências a SH2, seria uma música de Mary para James, e toca as notas de Theme of Laura em 4:11 da faixa.



Silent Hill Origins(2006):


Silent Hill Origins é um dos que menos gosto da série, falarei mais disso no próximo artigo, e a trilha também é uma das que menos escutei, isso porque acho a maioria das músicas muito parecidas e sem nada de especial, mas irei citar as poucas que gosto:

Shot Down in Flames


O.R.T


Hole in The Sky



Silent Hill: Homecoming(2008):



Homecoming é indiscutivelmente o mais fraco de toda série, a trilha é certamente o único aspecto memorável do jogo.

One More Soul to The Call é uma ótima música de abertura, até tive esperança do jogo ser bom ao ouvi-la.


Eu acho Witchcraft uma composição muito bonita e interessante.

Cold Blood



The Terminal Show



Elle Theme



This Sacred Line



Alex Theme com uma dinâmica musical muito boa.



Silent Hill: Shattered Memories(2010):



Shattered Memories foi o adeus de Yamaoka a série Silent Hill, essa é a última trilha composta por ele, eu pessoalmente acho a trilha de Homecoming melhor, pois esta é consideravelmente tímida comparada as outras trilhas, assim como o jogo é bem mais sóbrio que o restante da série. Mas ainda é uma ótima trilha, eu só esperava algo mais forte, já que esse é o fim de uma era.

Começando com um cover de uma música clássica de Country chamada Always on My Mind, que já foi regravada por Elvis Presley e diversos outros artistas, aqui Yamaoka dá seu próprio estilo na música.


A divertida When You're Gone.


A atmosférica Creeping Distress.


A assustadora e desconfortável Devil's Laughter.


Forsaken Lullaby


Ice


Acceptance: linda, triste e assustadora ao mesmo tempo.



E terminando uma era com Hell Frozen Rain, e esse solo em 3:33 é o adeus de Yamaoka, fazendo menção a primeira faixa que ele escreveu para o game, o tema de Silent Hill:



Atualmente Akira Yamaoka se juntou com o maluco de carteirinha Suda 51 (de Killer 7 e No More Heroes) para compor as músicas dos jogos dele, ele fez a trilha de Lollipop Chainsaw, Shadows of the Damned, Killer is Dead e No More Heroes 2.




Akira foi substituído por Daniel Licht, que é mais conhecido pela trilha sonora da série de tv Dexter, o trabalho dele não é nada ruim, e admiro ele ter mantido seu próprio estilo ao invés de tentar imitar Yamaoka, mas como disse antes, Akira era a alma e o coração da série, se você tira ele, o jogo acaba se tornando uma sombra do que era antes.


E quanto menos falarmos da música do Korn como material de divulgação no jogo, melhor.

Sobre o novo jogo que será lançado em 2016 pelas mãos habilidosas de Hideo Kojima e Guillermo Del Toro, caso decidam tirar Licht, espero muito que Yamaoka volte para a trilha, caso contrário, eu ainda tenho um nome que pode encaixar lindamente em Silent Hills.

Se lembram das inspirações que comentei no inicio do artigo? então, Trent Reznor do Nine Inch Nails virou compositor de filmes agora, e ganhou um Oscar junto com Atticus Ross em 2010 pela trilha de A Rede Social.

Reznor já fez trilhas de videogame antes, como o clássico Quake e o pouco inspirado Call of Duty: Black Ops 2.


E ao ouvir a trilha de Garota Exemplar, acho que Reznor poderia muito bem fazer a trilha de um Silent Hill, e se juntar Yamaoka e Reznor teremos a melhor trilha da história.


Imaginem as possibilidades!!!


No próximo artigo farei um top 7 dos meus jogos favoritos da série.





sábado, 24 de janeiro de 2015

Meus Filmes Favoritos de 2014.

Só deixando aqui um artigo curto e rápido, 2014 foi um bom ano para o cinema no geral, teve vários filmes ruins também, a lista contem apenas os filmes que eu assisti, então se tem algum que você gostou e não está na lista, é porque eu não vi ou vi e não gostei.

Os filmes não tem ordem de preferencia (na verdade tem sim, mas não quero fazer um top algum número). Então vamos aos filmes:

Guardiões da Galáxia



Poucos acreditavam no estrondoso sucesso que Guardiões da Galáxia acabou por fazer. Pense bem, é um filme sobre um bando de desconhecidos que parecem mais uma paródia de super-herois do que uma importante adição no universo Marvel dos cinemas, com um guaxinim falante de trabuco e uma árvore que anda e dá porrada, com um diretor do qual o único filme conhecido foi fuckin' Seres Rastejantes em 2006 (uma homenagem aos filmes trash).

             Lembram desse clássico? Pois é, do mesmo diretor de Guardiões da Galáxia.

E mesmo assim a Marvel nos deu um dos filmes mais divertidos dos últimos anos (junto com Vingadores), alguns até o nomearam o "Star Wars" dessa geração, ok, essa ultima é bem exagerada, Star Wars inspira filmes até hoje e provavelmente vai inspirar pra sempre.

Agora qualquer coisa que a Marvel fizer, nós vamos estar na fila para assistir.

Homem-Formiga é um exemplo, parece ridículo, mas estarei no cinema quando estrear.

Apesar da mesma empresa nos ter dado um filme um pouco superior alguns meses antes.




Capitão América: O Soldado Invernal



Eu fui um dos poucos que genuinamente gostou do primeiro Capitão América, foi um bom filme de aventura que me lembrou a época da Sessão da Tarde, mas por alguma razão muita gente não gostou ou simplesmente o achou fraco.

Então poucos esperavam que o próximo fosse mais do que "legalzin", e queimaram a língua bonito (assim como queimaram com Guardiões) e eu que já esperava algo bom sai totalmente satisfeito. O filme tem o melhor roteiro da Marvel até agora, com uma história interessante lembrando thrillers de espionagem dos anos 70, e a ação é grandiosa, sem aquelas firulas ridículas de câmera tremida para "dar realismo" a cena. As cenas de ação são maravilhosamente coreografadas, fazendo deste um dos melhores filmes de ação do ano.



Planeta dos Macacos: O Confronto

                                                    César, a versão símia do Kratos.


O primeiro filme foi uma grande surpresa em 2011, poucos acreditavam no seu potencial, e acabou se tornando um dos melhores filmes de 2011, então expectativas para a sequencia eram grandes, e Planeta dos Macacos: O Confronto consegue ser melhor ainda do que seu antecessor.

Imagina o quão difícil é fazer um filme sem diálogos por boa parte do filme? só mostrando toda a emoção e tensão a partir de movimentos faciais de um maluco imitando um macaco, isso soa ridículo, e ainda assim consegue ser um ótimo filme de suspense, com metáforas sociais e politicas sérias num filme onde os protagonistas são MACACOS.

Esse filme merece algum Oscar, não importa qual, o que eles fizeram é inacreditável.



X-Men: Dias de um Futuro Esquecido


A série X-Men nos cinemas teve vários acertos e erros, após dois filmes legais (X-1 e X-2), um filme decepcionante (X-3), um filme horroroso(Wolverine:Origins), um legalzin(Primeira Classe) e um fraco(Wolverine Imortal). Dias de um Futuro Esquecido para mim foi o melhor filme da série, teve boa ação, uma cena incrível com o Mercúrio, e os personagens tiveram um bom drama que faz você realmente se importar com eles, mesmo sendo um filme de super-heróis. Eu estava um pouco cansado de ver o Wolverine como principal pra lá e pra cá, e de inicio parece que novamente teremos isso, mas ao chegar no meio, o ator James Mcvoy (o Dr. Xavier jovem) rouba o filme em uma atuação bem emocional e bem inesperada.



No Limite do Amanhã



As loucuras da cientologia danificaram a vida pública de Tom Cruise, isso fez a maioria do público ficar desinteressada nele, o que é uma pena, pois No Limite de Amanhã é um dos melhores filmes de ação do ano, e um dos melhores do ator.

A história do filme é basicamente Feitiço do Tempo + Guerra dos Mundos, um covarde publicitário de guerra é mandado para a batalha contra uma raça alienígena que consegue voltar no tempo, ele ganha o mesmo poder e o usa para ganhar a guerra. Este é um personagem bem diferente do usual que Tom Cruise faz, geralmente Cruise faz o profissional fodão em todo filme, mas neste ele é apenas um covarde que não sabe nada, e com o poder de resetar o dia, ele começa a aprender a lutar. Também tem Emily Blunt fazendo o papel de fodona da guerra (algo em que ela está se especializando).

No Limite do Amanhã foi um fracasso de bilheteria, mas ganhou muitos fãs e está vendendo muitos Blu-Rays por ai.



The Raid 2: Berandal



Vai sonhando que eu vou colocar o nome brasileiro do filme, Operação:Invasão 2 é um nome idiota, então prefiro ficar com The Raid 2 mesmo.

O primeiro The Raid foi o melhor filme de artes marciais a muito tempo, apesar da história não ter sido nenhum primor, sendo uma mistura de cinema extremo oriental(o filme é brutal), Tropa de Elite (foi uma das inspirações da história) e Kung Fu.

Este segundo filme tem uma história melhor (sendo meio que um thriller de máfia), cenas de ação melhores ainda, e pelo menos umas cinco vezes mais brutal que o primeiro, fazendo-o provavelmente o filme de ação mais violento que já vi. É sério, a quantidade de sangue e entranhas nesse filme é de dar inveja a Jogos Mortais.

                       

                             Assista esse clipe se ainda não estiver convencido.

Snowpiercer



Também me recuso a colocar Expresso do Amanhã como titulo, este nome o faz parecer bem genérico.

Snowpiercer também tem raízes orientais, o diretor do filme é coreano, mas o elenco é americano e bem conhecido. O personagem principal é interpretado por Chris Evans (o Capitão América), que vive num trem que percorre eternamente por um cenário desolado e congelado no futuro. Dentro desse trem existem classes sociais bem distintas, os trabalhadores no ultimo vagão vivem miseravelmente, enquanto os ricos dos primeiros vagões vivem em excesso. Um revolta acontece e todo o resto é spoiler daqui pra frente.

O filme tem uma vibe estranha, pela visão do diretor que foge bastante do estilo hollywoodiano, o que incomodou algum publico, que estava mais acomodado com o usual, e essa estranheza fez o filme ganhar cortes na sua versão americana. O que foi completamente desrespeitoso com toda equipe de produção do filme, principalmente com o diretor e com Chris Evans, uma das cenas que fora cortada contem o que é definitivamente a melhor atuação da carreira dele.


Garota Exemplar



Se tivesse que escolher um dos filmes listados como o meu favorito do ano, seria Garota Exemplar. Sou um grande fã do diretor David Fincher (diretor de Seven, Clube da Luta e Os Homens que não Amavam as Mulheres), mas quando vi o trailer para esse filme, a história não me interessou muito, então não vi nos cinemas, e me sinto infeliz de não ter feito.

Se tem algo que esse filme adora fazer, é brincar com todas as suas expectativas.

Ele começa parecendo algo, se transforma em outra, e termina completamente diferente, é como se você presenciasse várias camadas indo cada vez mais profundamente na verdade, e as coisas vão ficando mais feias e escuras até chegar num ápice que me deixou 10 minutos boquiaberto (você saberá quando assistir).

É a melhor atuação de Ben Affleck, a melhor atuação da atriz Rosamund Pike, da qual eu estou na torcida do Oscar para melhor atriz (ela foi indicada), a trilha sonora é fantástica, com um som relaxante, mas que invocam o sentimento de mistério e estranheza, pelos talentosos Trent Reznor (da banda Nine Inch Nails) e Atticus Ross.


O filme é uma aula de narrativa e suspense que fariam Hitchcock ficar orgulhoso, não é o melhor filme de Fincher, mas agora definitivamente está no top 3 do diretor.

E para as pessoas que reclamaram do final, vocês estão loucos? o filme inteiro pertence aquela tal personagem do qual não vou citar o nome para não dar spoiler, o final foi mais do que digno, era impossível dar um final Hollywoodiano típico para esse filme sem parecer forçado.



Interestelar


Já disse muito sobre o penso de Interestelar no meu artigo sobre o trabalho de Christopher Nolan, o filme têm varias falhas, mas ainda é um bom filme que merece ser visto e até apreciado pela sua ambição.

Foi uma bela experiência assisti-lo no cinema, com lindas imagens e uma trilha sonora incrível, apesar de eu eventualmente olhar meio torto para algumas coisas do roteiro.



Como Treinar Seu Dragão 2


O primeiro filme foi uma grata surpresa em 2010, porque vamos ser sinceros, nunca esperamos mais do que um filme "legalzin" da Dreamworks Animation, e Como Treinar o Seu Dragão foi muito mais do que isso, foi um filme divertido, emocionante e diferente. e tem as melhores sequencias de voo da história do cinema.

O segundo felizmente mantem essa qualidade, agora com uma profundidade maior na mitologia dos dragões, os personagens estão mais velhos e portanto, o filme é mais adulto que o primeiro.

E isso nos leva a cena mais importante desse longa (a certa morte de alguém), muitos não gostaram disso e acharam que foi algo muito forte para as crianças, para mim essa cena é o motivo do filme estar na lista, mostrando maturidade na história. Isso é uma questão interessante, deveríamos esconder os fatos feios para nossas crianças? que todo mundo morre? que nem sempre os boas pessoas ganham? que o Papai Noel e o Coelho da Páscoa são uma mentira?

Eu deixo essa para vocês responderem.


Uma Aventura Lego


O que mais me chamou atenção no filme não foi nem o seu humor (que é muito bom), mas sim o modo como ele critica a superficialidade de hoje em dia no entretenimento. O mundo onde Emmet (o personagem principal) vive não é nada diferente do nosso, onde vários executivos presam pela repetição. A mesma música toca todos os dias, a mesma piada, o mesmo trabalho, as pessoas parecem ser todas iguais.

Isso porque as grandes industrias tem medo de arriscar algo novo quando já tem algo velho e funcional, mas tudo que é repetido demais fica saturado, até a felicidade se não for temperada com um pouco de tristeza algumas vezes se torna entediante.

E todo esse pensamento vindo de um filme infantil, é claro que parece hipócrita uma empresa gigantesca como a Lego criticar o capitalismo de certa forma, mas toda essa reflexão vem do roteiro e da direção.

E a Lego é um bom produto, que reforça a imaginação das crianças que brincam com suas peças.

Apesar de ser caríssimo.



Outros filmes legais, mas nem tanto:


Anjos da Lei 2.


O primeiro também foi uma grande surpresa, ninguém esperava que fosse uma das melhores comédias de 2012. Este também é bem engraçado, mas na minha opinião não foi tanto quanto o primeiro (esse não teve o fator surpresa), o filme brinca bastante com a ideia de sequencias idiotas e absurdas que Hollywood nos joga a cada ano (destaque para os créditos finais, mostrando as possíveis sequencias desse filme, entre elas Anjos da Lei no Espaço).

                                      Eu veria isso no cinema sem nenhum problema.

O Protetor.


Não tem nada de novo no roteiro de O Protetor, você já viu esse filme uma dúzia de vezes só que com outro nome, mas o filme ganha pontos por duas coisas, Denzel Washington é fodapacaralho, e a violência do filme é de virar os olhos (mas ao mesmo tempo é bem satisfatória). Destaque para as lindas e simpáticas cenas onde ele enforca um bandido com arame farpado e outra logo depois onde ele fura a cabeça de um com uma furadeira.

Tudo isso ao som dessa música épica:


O Espelho.


Assim como O Protetor, O Espelho não tem nada de novo, é a mesma história de assombração que já vimos varias vezes, o que diferencia ele do resto é o modo que a história é contada, alternando entre passado e presente para contar a história de uma família atormentada por um espelho amaldiçoado que tem o poder de alterar a realidade.

Contando com boas atuações de todos os envolvidos, uma edição fantástica, e algumas cenas bem assustadoras. Só não entrou na lista de melhores por não oferecer nada de novo, se você é um verdadeiro fã de terror, provavelmente vai prever o que vai acontecer no final em 20 minutos de filme (como eu fiz).

The Babadook


Esse filme de terror australiano não foi oficialmente lançado no Brasil, então tive que assisti-lo por métodos alternativos com o site do Jack Sparrow e Barba Negra, as criticas para esse filme foram muito altas, tendo 100% de aprovação no Rotten Tomatoes por um tempo. Porém, enquanto os críticos amaram o filme, dizendo que o filme era assustador e profundo, o público teve opiniões variadas, alguns acharam chato e nem um pouco assustador, outros acharam um bom drama, mas um péssimo terror.

Eu sigo mais a critica, mas não no mesmo nível de apreço, The Babadook é um ótimo filme, ele presa mais pela sugestão do que por sustos baratos que dão medo na hora mas nunca mais serão efetivos depois de assistir de novo, algo que estamos acostumados hoje (estou olhando para você Annabelle), tendo uma cena particularmente perturbadora com um livro infantil. As atuações são incríveis, a criança do filme faz um bom papel, sendo extremamente irritante no inicio mas acaba sendo simpatizante próximo ao final, e a atriz Essie Davis como a mãe tem uma atuação digna de Oscar, interpretando uma personagem que ao mesmo tempo que tenta se manter sã, é atormentada por traumas e o tal monstro do filme.

Mas não é o melhor filme de terror em anos como muitos críticos o chamaram, talvez desse ano sim, está longe de ser tão bom e memorável assim.

E esse filme levanta outra questão interessante nos dias de hoje, o que é terror? levar sustos de um fantasma na tela grande e se divertir com os amigos no cinema? ou ficar olhando para a escuridão com duvidas e medo de que algo esteja olhando de volta?

Eu não tenho nada contra sustos desde que eles sejam bem executados, mas não é possível ser assustador apenas dando sustos nas pessoas, é preciso dar um sentimento de perigo, uma sensação de desconforto, algo que te mantenha alerta o tempo todo, mesmo quando nada esteja acontecendo.

E o especial do mês de fevereiro é exatamente o mestre nesse tipo de sentimento.




sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Chutando a colmeia da intolerância.



Vamos agora falar sobre a maior tragédia do ano (até agora pelo menos), sim, exatamente esse assunto que deixou muitos chocados: A saída da Nintendo no Brasil, maldita seja Dilma e seus impostos, nos impedindo de jogar Mario e outras séries clássicas, devem lembrar que não existe emulador de 3DS, então agora nossa alegria já era.

Teve outra coisa também, acho que teve alguma coisa a ver com terrorismo.

O que? Não me diga que está ofendido, os caras morreram por humor, acho muito justo manter essa característica por perto.

2015 já começou nessas, chegou dia 7 de janeiro e já tivemos o primeiro grande acontecimento trágico do ano, o massacre do Charlie Hebdo, onde dois homens armados chegaram atirando nos escritórios da revista semanal satírica Charlie Hebdo, matando 12 pessoas e deixando cinco gravemente feridas, o motivo por trás foram as controversas charges sobre o Islamismo, os dois terroristas tinham associação com o Al-Qaeda, eles ficaram ofendidos com as charges e decidiram que a melhor forma de resolver isso era matar todos os envolvidos.

Obviamente, o terror cresceu na França, outros atentados seguiram, pessoas reagiram, e discussões começaram.

Humor tem limite?

Antes a responda era: Depende de onde você nasceu. 

Mas agora não é mais.

Religião, extremismo, intolerância, o massacre abriu espaço para todas as discussões, eu não vou ser ambicioso o suficiente para tentar responder a todas as questões, só vou deixar minha opinião.
O Islamismo hoje é a segunda religião com mais seguidores (aprox. 1,6 bilhões), só perdendo para o Cristianismo (2,2 bilhões), é uma religião monoteísta, é fundamentada nos ensinamentos de Mohammed, conhecido aqui como Maomé, o livro sagrado do Islamismo é o Alcorão, e a palavra islã significa submissão, obediência, e o muçulmano é “aquele que se submete a Alá”.

O Islamismo não é tão diferente do Cristianismo, ambos são monoteístas, ambos tem um livro sagrado, e ambos têm algumas figuras em comum, como o Anjo Gabriel e Jesus (que é considerado apenas um profeta). Mas muitos pensamentos islâmicos não condizem com as ideias cristãs, então tecnicamente os dois não poderiam coexistir, pois essas figuras tiveram papeis diferentes no Islamismo.

Só escrevi essa parte para explicar o que é o Islamismo, e deixando claro que não são todos os muçulmanos que são terroristas.

 Agora podemos falar sobre a verdadeira raiz do problema, os extremistas, os extremistas islâmicos tem tolerância zero as chamadas blasfêmias, e acreditam que matar os “infiéis” é uma tarefa agraciada por Alá, apesar de alguns ensinamentos do islamismo clamarem bondade e  esmola para os pobres, e boas pessoas seguiriam essa doutrina para com todas as pessoas, mas para os extremistas, as únicas pessoas que valem são as que tem ideias parecidas com as deles, apenas ser da mesma religião não se aplica, já que mataram um policial no massacre que era muçulmano.

Extremismos são uma das maiores pragas do mundo, qualquer coisa elevada ao extremo é perigosíssima: politica, ideais e principalmente religiões. O cristianismo também fez coisas horríveis, como a inquisição, e os colonizadores cristãos não aceitavam muito bem os deuses dos índios. 

Imagine o seguinte, alienígenas chegam em nosso mundo, nos dominam e olham para nossos deuses (Alá, Deus, Buda e outros) e dizem que tudo isso é mentira, e o Deus deles é o único e o verdadeiro, e para manter mão de obra humana, nos convertem como seguidores do seu deus alienígena, foi exatamente isso que aconteceu com os índios.

 Não existem religiões boas ou más, existem seguidores bons e maus.

Uma das características do extremismo é a generalização, algo que muitos idiotas que se dizem contra o terrorismo estão fazendo agora, julgando todos os seguidores do Islamismo como terroristas. Outra característica é a fé cega e falta de dúvidas, os extremistas acreditam fielmente que tudo que estão fazendo é o certo, eles acham que são os heróis dessa história, que estão fazendo a vontade de Alá e serão recompensados quando morrerem.

A dúvida é vista como algo ruim, mas esse pensamento está errado, a dúvida é um presente. Imagine que não a tivéssemos, não teríamos dúvida de que pular de um prédio de 20 andares iria nos matar, não teríamos dúvida que matar pessoas é errado. A dúvida é boa, ela existe por esse motivo, para questionarmos o que vamos fazer.

A dúvida te faz humano, esses extremistas perderam essa habilidade e com isso perderam suas humanidades.

Não estou criticando a fé, mas se você não temperar sua fé com um pouco de questionamento, você vai ficar cego a tudo.

Agora que entendemos os assassinos (a parte mais importante é entender o inimigo), vamos às vitimas.

Falando sério agora, o humor tem limite?

Ou melhor: Qual a linha entre engraçado e ofensivo?

                                               Possível próxima vitima?


“Je Suis Charlie” no que se diz a liberdade de expressão, mas eu vi as charges e elas me pareceram de extremo mau gosto, eu não consigo imaginar como alguém iria rir daquilo, mas eu defendo eles no que se diz ao direito de dizer o que pensa, e mostrar o que pensa. Ora, é isso que eu faço no blog. Apesar de não concordar com o tipo de humor deles.

                                                               Hilário???

Mas isso não justifica o massacre, agora toda vez que alguém se sente ofendido, essa pessoa deve matar quem a ofendeu?

E não me venha com esse discurso de "não se brinca com religião". Agora religião virou desculpa para matar os outros? Eu não acredito em um Deus do ódio, da intolerância e da ignorância.

Eu sinceramente sou mais adepto a "Je Suis Ahmed", quem é Ahmed? Ahmed foi um policial muçulmano que morreu no tiroteio, um policial muçulmano que morreu tentando defender pessoas que zombaram de sua religião, e ele se importou se eles tinha feito isso? não, ele foi lá tentar proteger eles assim mesmo.

Isso é ser uma boa pessoa.

Quando eu me sinto ofendido por algum comediante, eu apenas ignoro e faço outra coisa, ao invés de protestar ou fazer uma tempestade por algo que ele falou, porque acho isso idiota. Humor não é algo fácil de explicar, alguém riu daquilo, eu não, mas não vou desmerecer o humorista também.

Vamos pegar outro exemplo, South Park é conhecido mundialmente por ser um dos desenhos de humor mais controversos da televisão, em um episódio de uma das primeiras temporadas, teve uma paródia da Liga da Justiça, mas ao invés de heróis, teve figuras religiosa como Jesus, Buda, Krishna e outros, teve Maomé também, mas foi censurado depois dos produtores receberem ameaças de morte por extremistas.


South Park já ousou fazer comédia com todas as religiões, até a cientologia foi abordada, o que fez Tom Cruise querer proibir o episódio (Tom Cruise extremista da cientologia?).

Mas diferente de Charlie, eu acho que South Park é engraçado e tem criticas inteligentes (nem sempre, mas geralmente tem). E isso nos leva a um dos meus momentos favoritos da série.

No episódio 6 da temporada 17, algo louco acontece e Judeus, Muçulmanos e Cristãos se unem em paz e harmonia, e comemoram isso num show do Van Halen.



Eu ri disso até cair no chão, e isso é um tanto triste.

Eu ri porque me pareceu tão absurdo a ideia das três religiões conviverem em paz, eu ri deles terem montado imagens de alguma revolta como se fosse um show, isso é ouro em comédia, porque não só te faz rir, mas também te faz pensar: Imagina todo mundo vivendo em paz?

Talvez precisamos de mais Van Halen, sei lá.

Outro assunto parecido aconteceu um mês antes do atentado, Hackers invadiram a Sony e roubaram varias informações e filmes da empresa, entre esses filmes estava A Entrevista, filme de comédia que mostra a morte do ditador norte-coreano Kim Jong-un, parece que os hackers eram norte-coreanos e o ditador ameaçou fazer um segundo "11 de setembro" caso o filme fosse lançado. A Sony se borrou nas calças e decidiu cancelar o filme, até que o Presidente Barack Obama falou a respeito e disse para os habitantes americanos não se preocuparem, e a Sony resolveu passar o filme em poucos cinemas e muitos resolveram assistir via pirataria.



O engraçado é que exatamente 10 anos atrás (em 2014), foi lançado um filme (dos criadores do South Park) chamado Team America, um filme feito com fantoches que é uma paródia dos filmes de ação onde os Estados Unidos se acham a policia do mundo, o vilão do filme é Kim Jong-il (pai do novo ditador, óbvio), e é sabido que Kim Jong-il tinha visto o filme, mas não fez nenhumas ameaças, e digo que Team America é bem mais ofensivo que A Entrevista.


Alias, esse tema deveria ser o novo hino dos Estados Unidos:

                                                           'Murica, Fuck Yeah!!!

Tudo se resume a frase: Posso não concordar com suas palavras, mas vou defender até a morte seu direito de dize-las". 

Essa é a ideia que quis passar, não culpe aqueles que foram mortos, culpem os assassinos, parece idiota eu ter que escrever isso, mas muita gente está confundindo as coisas. Sim, os chargistas tinham sido bem ofensivos, mas isso não justifica o ato dos terroristas, eles foram os maiores covardes dessa história, matando um bando de desarmados e matando até um que era da mesma religião deles.

A única coisa que não deve ser tolerada jamais, são extremismos.

Lembram quando o Pastor Marco Feliciano quis fazer uma cura gay? me lembro na época de dizer: Cura pra parar de ser um babaca que é bom eles não fazem.

É quase a mesma ideia aqui, Seja intolerante com os intolerantes.

Sobre A Entrevista, o filme não é nada demais, nem é tão engraçado assim e a polêmica é um pouco barata, mas fico feliz do filme não ter sido proibido.

E ele tem uma música na trilha sonora que vou usar para terminar esse artigo.



                                                     "O mundo está se fechando
                                                       Você já chegou a pensar
                                                       Que poderíamos ser tão próximos, como irmãos?
                                                       O futuro está no ar
                                                       Posso senti-lo em todo lugar
                                                       Soprando com o vento de mudança"






quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Rumo à Surdez: Discografias Comentadas
Banda da Vez: Foo Fighters
Parte 3 (final)

Wasting Light
Data de Lançamento: 12 de Abril de 2011
Duração: 47:53 mins.



Me lembro de 2011 como se fosse ontem, após de ouvir The Pretender nas sugestões de vídeos no You Tube, assisti o canal Playtv passando algum programa de música novas, passou muito lixo, mas de repente aparece um vídeo com um riff com eco e luzes piscando no fundo, esse clipe era Rope, do naquela época novo álbum, isso logo chamou minha atenção, e decidi ouvir o disco da banda (que eu considerava ruim na época, com exceção da música the pretender), logo fui cativado pelo som e nunca mais fui a mesma pessoa.

Em muitos aspectos Wasting Light é o álbum mais pesado da banda. Após diversas variações entre faixas leves e pesadas nos dois álbuns anteriores a este, Wasting Light apresenta muito mais agressividade. o álbum foi gravado na garagem da casa de Dave Grohl, que disse querer capturar o feeling do rock mais sujo de garagem, voltar a suas raízes musicais.

Fui arrebatado por Bridge Burning em 2011, se tinha gostado de Rope e The Pretender, Bridge Burning foi a música que me fez virar total fã da banda, com um riff rápido e agressivo, um refrão
marcante e divertido, me lembro de ter me identificado com a letra na época, o que é muito importante, um dos aspectos para eu ser fã de alguma coisa é a identificação que tenho com essa coisa. Ela é uma ótima introdução para o álbum.



O que gostei mais de Rope na época foi seu ritmo, essa música tem uma dinâmica impecável, com o riff ecoando, e um solo de guitarra incrível com uma distorção foda. 



Definição de fodapacaralho: Dear Rosemary. Não é preciso ser dito nada, só precisa ser ouvido


White Limo é a coisa mais pesada da banda desde Weenie Beenie no debut, ela até pode ser considerada Heavy Metal, mas com todo o charme foofightersiano (melhor palavra que já inventei). O clipe é muito bom também, com a participação do lendário Lemmy Kilmister como motorista da limusine.


Arlandria é uma música poderosa, lembrando o melhor da era In Your Honour e seu rock de estádio.


These Days é a Next Year do álbum pra mim, ela não me agrada especialmente, mas nunca passo ela quando escuto o disco, ela me soa meio melodramática como Best of You, não é muito minha praia, mas aposto que muitos fãs amam essa música.

Back And Forth é pura diversão, e eu me identifico mais com ela hoje em dia do que antigamente. O mesmo pode ser dito de A Matter of Time, ela é divertida, nada demais.

Miss the Misery  é uma da minhas favoritas do álbum, respondendo tristeza com agressividade.


I Should Have Known soa estranha após toda a agitação das músicas anteriores, é a música mais triste dos Foo's desde Over and Out, com a participação de Krist Novoselic (baixista do Nirvana), é difícil não lembrar de Kurt Cobain ao ler a letra, "No, i cannot forgive you yet" e "I should have know that it would end this way" parecem ser claras referencias, até agora foram apenas três músicas sobre Kurt, mas esta definitivamente é a mais emocional e poderosa.


Walk é a Best of You do álbum, tocou milhares de vezes em todo lugar em 2011, mas eu ainda não cansei dela ainda (Best of You toca direto a 10 anos já, Walk tem uns 4 anos), novamente o assunto de renovação de espirito é abordado, o "aprender a caminhar de novo" como diz a música. É uma boa conclusão, com um tema recorrente nas músicas dos Foo's (e na vida). O single também teve o melhor clipe do álbum, inspirado no filme Um Dia de Fúria (aquele com o Michael Douglas louco da cabeça).


Temos também Better Off como a faixa bônus, que lembra bastante o estilo do primeiro álbum.


Tem um remix de Rope pelo dj foda-se quem diabos liga pra um remix?

Wasting Light teve criticas bem mais favoráveis desta vez pela maioria dos críticos, dizendo que era a volta a boa forma dos Foo's, também foi sucesso de público e me lembro de ser a única coisa relacionada a rock que tocou nas rádios em 2011. Ao pensar que este álbum foi gravado numa garagem, é impressionante ver o resultado, e eu sei que ele foi bem importante pra mim na época, mas analisando ele hoje mais friamente, a falta de variedade nas músicas me lembrou um pouco o One by One, todas as músicas são legais, mas nem todas são tão memoráveis assim, e isso me incomodou um pouco, pois sou muito fã da variedade dos dois álbuns anteriores a este.

Pontos Fortes: Bridge Burning, Rope, Dear Rosemary, I Should Have Known, Miss The Misery.
Pontos Fracos: Falta de variedade sonora.
Nota Final: 8,5/10.

Vale lembrar que os Foo's lançaram um documentário muito interessante sobre a história da banda e a gravação de Wasting Light chamado Back & Forth, eles fariam algo parecido em 2014 com o próximo e último álbum que irei analisar.



Sonic Highways
Data de Lançamento: 10 de Novembro de 2014
Duração: 42:03 mins.


Os Foo's voltaram em 2014 para o que seria seu álbum mais ambicioso desde In Your Honour com Sonic Highways. A ideia por trás do trabalho é muita única, não consigo me lembrar de nada parecido, e isso já ganha pontos comigo, cada música do álbum foi gravada em uma cidade diferente, pois Dave disse que o ambiente onde a música é gravada pode influenciar totalmente o som, então a banda viajou por 8 cidades nos Estados Unidos documentando a história musical do local e gravando uma faixa inspirado na vibe da cidade, o álbum também conta com a participação de vários convidados.

Esse já pode ser considerado o álbum com mais opiniões variadas da história da banda, alguns críticos e fãs realmente não gostaram das faixas, dizendo que são pouco inspiradas e fracas comparadas ao resto do repertório da banda. Outros acharam mediano, também dizendo que as músicas foram pouco inspiradas mas ainda era um bom álbum, e outros realmente gostaram da ideia do álbum e o consideram um dos melhores trabalhos da banda.

Eu a principio achei bem mediano, colocando ele como o meu "menos favorito" da banda, mas quanto mais ouvi, mais gostei dele, e isso ocorreu com vários outros álbuns que ouvi na vida, me lembro de ter ficado bem decepcionado com Like Clockwork do Queens of The Stone Age a primeira vez que o ouvi, mas quando entendi sobre o que o álbum era, ele acabou se tornando meu segundo favorito da banda.

Eu recomendo fortemente que você assista o seriado que acompanhou o lançamento do álbum, a série é um documentário sobre a gravação deste disco, e ele mostra a história da cidade de onde gravaram e suas inspirações para a faixa relacionada do álbum (que toca no fim de cada episódio). Até se você ouviu e não gostou, assistir o documentário pode lhe fazer mudar de ideia (ou não, não posso prometer nada).



Vou dar o presente a vocês de postar todas as músicas, porque o álbum inteiro pode ser ouvido no canal do You Tube da banda, então não pode ser considerado pirataria nem nada, eu comprei o álbum porque eu sou fã mesmo.

o álbum abre com Something from Nothing, que começa suspeitosamente idêntica a Skin and Bones, o riff de guitarra também lembra muito Holy Diver do Dio, é uma faixa divertida, mas concordo que ela não é muito inspirada.

A letra é bem interessante, inspirada na cidade de Chicago, fala sobre muitos músicos que vieram completamente desconhecidos e se tornaram lendas da música na cidade, justificando o nome da música, Something from Nothing significa "algo do nada", ele eram considerados nada e se tornaram algo ao encontrar a música. A faixa compara este pensamento ao grande incêndio em Chicago em 1871 com trechos como "It started with a spark" e "Here lies a city on fire". O artista convidado desta música é Rick Nielsen da banda Cheap Trick.



 The Feast and The Famine é a música mais agitada do trabalho, lembrando muito o som de The Colour and The Shape, com influencias da cena Punk Rock de Washington (onde a faixa foi gravada), a letra é típica de Punk Rock e fala sobre a desigualdade social contrastante de Washington. O artista convidado desta faixa são Peter Stahl e Skeeter Thompson da banda Scream (da qual Dave tocou bateria antes de entrar no Nirvana).



Congregation é uma das melhores do álbum, com inspiração da música Country de Nashville, a letra faz varias referências, como vários músicos da cidade eram mais familiares com uma Jukebox do que com um rádio no trecho "a jukebox generation". O artista convidado desta música é Zac Brown da banda de Country Rock The Zac Brown Band (da qual Dave produziu um álbum).

Pessoalmente, eu amo essa música, vários momentos importantes na minha vida tiveram como trilha sonora as músicas da banda, e quando esse álbum foi lançado, fiquei na dúvida se ele iria fazer parte disso também. Eu comecei a fazer carteira de motorista em 2014, e eu não era muito bom e confiante na direção, então reprovei 3 malditas vezes na prova e gastando um bom dinheiro nesse bela máfia chamada Detran, então na quarta vez, eu já estava com pouca esperança de passar e até com o pensamento de desistir, acordei cedo e peguei carona com a minha mãe para mais um prova, quando sai do carro, eu tinha que subir um morro pra chegar no local da prova, então coloquei meus fones de ouvido e coloquei na seleção aleatória, e começou a tocar essa música.

Eu estava tão inspirado por ela que só faltou eu fazer drifts na rua naquele dia, finalmente havia conseguido minha carteira de motorista, e eu agradeço a essa música.


What Did i Do?/God as My Witness são duas músicas em uma só, What Did I Do? lembra muito o som de Lynyrd Skynyrd, especialmente o ritmo de Sweet Home Alabama, e God as My Witness lembra um tanto música gospel (que é inegavelmente uma das raízes da música country). Ambas faixas foram gravadas em Austin no Texas e tem como artista convidado Gary Clark Jr.  que é um novo rosto promissor da cena texana de música.



Outside é minha favorita desde a primeira audição, e pra mim é a prova que a experiência da banda nesse álbum funcionou. Lá vem história:

É engraçado como muito de meus álbuns favoritos foram gravados no estúdio Rancho de La Luna em Joshua Tree, Califórnia. Queens of the Stone Age, Arctic Monkeys e é claro, Foo Fighters, já gravaram nesse estúdio, então só a vibe do lugar foi responsável por muitas de minhas músicas favoritas. Primeira vez que ouvi o álbum, eu não sabia onde essa faixa foi gravada, mas tinha gostado dela exatamente por essa vibe que estou tão familiarizado. Então acho que a banda conseguiu, eles conseguiram capturar o estilo de música através do local.

A letra fala sobre muitos músicos que estavam cansados da loucura urbana da cidade de Los Angeles e procuraram um lugar mais calmo para gravarem, foi com essa ideia que o Rancho de La Luna foi construído. O artista convidado desta música é Joe Walsh, da banda Eagles, aquela do clássico Hotel Califórnia.


In The Clear é a música mais leve e emocional do disco, quando ouvi ela me pareceu a mais típica foofightersiana do trabalho, a faixa foi tocada em Nova Orleans com participação da Preservation Hall Jazz Band.

Eu esperava que uma música de Nova Orleans fosse sobre vodu e bruxaria, mas deixa pra lá, pelo episodio da série lá parece ser um lugar muito maneiro.



Subterranean é a mais experimental do álbum, o som não se prende em riffs e refrão como boa parte das músicas dos Foo's, inspirado no som experimental dos anos 90 da cidade de Seattle, que foi o berço da música grunge, o episódio dessa faixa é muito recomendado aos fãs de Nirvana, pois Dave relembra vários momentos que passou em Seattle na época da banda. O artista convidado desta música é Dave Gibbard.



I Am a River não desaponta como o fechamento do disco, não devendo nada para End over End New Way Home e outros fechamentos épicos. A música foi gravada em Nova York com participações de Tony Vinconti e Kristeen Young, junto com uma fuckin orquestra.


Pontos Altos: Outside, Congregation, I Am a River, The Feast and The Famine.
Pontos Baixos: Parecer mais um experimento musical do que uma adição ao repertório da banda.
Nota Final: 8/10.

Agora meu top 8 álbuns da banda:

8. One by One
7. Foo Fighters
6. Sonic Highways
5. In Your Honour
4. Wasting Light
3. Echoes, Silence, Patience and Grace
2. The Colour and The Shape
1. There is Nothing Left to Lose

É complicado terminar esse artigo, já disse praticamente tudo sobre Foo Fighters, o que posso dizer é que escrever esses artigos foram importantes para mim, pois escrever sobre essa banda é escrever sobre mim, metade de mim está nessas músicas, é algo que apenas um grande fã pode sentir. Vejam que nenhum dos álbuns ficou abaixo da nota 7, é porque gosto deles e todos tiveram importância para minha pessoa, eu apenas gosto de alguns mais do que outros.

E porque mais que algumas pessoas considerem a banda nada demais, eu não ligo, pois ela foi importante para mim e pra muitos outros fãs, nenhuma outra banda me atingiu emocionalmente como essa até agora, e me faz lembrar de uma época querida e especial.

Essa é minha dica, não importa o que os outros falam de algo que você gosta (eu inclusive, então desculpe fãs de Maroon 5 e Imagine Dragons, se eu odeio suas bandas favoritas), o importante é que essa coisa teve significado para você, se não teve para eles, ótimo, mas para você teve, e isso é tudo que você precisa.

E pra você que vai no show no tour da banda aqui pelo brasil, eu te invejo com todas as forças do mundo, pois estava desempregado quando os ingressos foram vendidos.

Até mais, galera.