sábado, 8 de novembro de 2014

Rumo à Surdez: Discografias Comentadas.

 Banda da vez: Arctic Monkeys - Parte 1



Olá, pessoal!!!

Nesse artigo inaugurarei uma nova sessão de artigos no blog, intitulada ‘Rumo a Surdez’. Pensei nesse nome pelo fato de ter que ouvir um álbum em um volume alto, e considerando a quantidade de álbuns que vou ter que ouvir, e provável que eu fique surdo. As bandas que eu comentarei são as minhas bandas favoritas.

Começarei com a banda inglesa Arctic Monkeys, porque é uma banda que eu comecei a ouvir este ano (2014), então as músicas e os fatos acerca dela estão frescos em minha cabeça. Outro motivo é porque há algum tempo atrás eu não ligava à mínima para a banda , então ouvi muitos dizendo que é a “melhor banda de rock nos dias atuais”, e eu nunca entendi o porquê disso, quando temos bandas bem melhores (em minha opinião) como Foo Fighters e Queens of The Stone Age em atividade. 

Por ouvir tantos falando, e por saber que eles já trabalharam com Josh Homme (um dos meus artistas favoritos hoje), decidi dar uma ouvida nos álbuns e comecei a entender o porquê de muitos amarem essa banda, e eu mesmo que relutei tanto, acabei virando um fã.

Mas antes de eu começar a falar sobre os álbuns, primeiramente um resumo da banda.

Arctic Monkeys é uma banda inglesa formada em 2002 em High Green, subúrbio de Shetfield, a banda é composta por Alex Turner (vocal e guitarra rítmica), Jamie Cook (guitarra principal), Nick O’Malley (baixo) e Matt Helders (bateria). È difícil classificar o grupo em um gênero só, suas musicas são bem diversificadas, mas geralmente é classificado como Indie, Alternative rock com muito de rock de garagem também.

As três principais influências da banda foram Oasis, The Strokes e Queens of The Stone Age, e é bem fácil de perceber ao ouvir os álbuns, a banda também tem certa influência de Rap e Hip Hop, não no som, mas no fato do vocalista Alex Turner cantar muito rápido (eu me perco tentando cantar Fluorescent Adolescent). As letras são muito inspiradas no trabalho do poeta John Cooper Clarke, conhecido como poeta do punk, inspirou diversas bandas com sua poesia sobre observações do cotidiano.

E sem mais delongas (porque eu odeio faze-las), a discografia comentada:

Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not
Data de Lançamento: 23/01/2006
Duração: 40:56 mins


Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not foi um dos principais lançamentos de 2006 na cena indie que crescia muito na época, e é até hoje, o favorito de muitos fãs, o que é fácil de entender, porque o álbum é de fato, um divisor de águas,

Todas as músicas desse álbum são bem energéticas e refletem bem o momento em que foram lançadas,  apesar de que, em minha opinião, é um álbum muito centrado no estilo indie (que eu não sou tão fã assim). A foto (que é de um amigo da banda) combina perfeitamente com o nome e com o feeling de rock de garagem.

O trabalho inteiro fala sobre noites de festas no norte da Inglaterra, e é fácil se identificar com as histórias mostradas nas faixas, se você costuma a ir a festas em bares com bandas de rock tocando ao fundo, você com certeza irá se identifica as letras de Turner.

O disco começa com A View From The Afternoon, que é uma das melhores introduções ao som de uma banda que eu já ouvi. Tudo que você precisa saber sobre os primeiros anos de Arctic Monkeys pode ser encontrado aqui: as letras inteligentes, o som de garage rock.

I Bet That You Look Good on The Dance Floor foi o primeiro single do álbum, e provavelmente é a música mais famosa do álbum. A faixa é extremamente grudante, é difícil não ficar cantarolando ela depois. A letra pode ser vista como meio idiota, mas acredito que essa foi essa foi à faixa do disco que quis apenas ser divertida e dançante, e ela consegue fazer isso magistralmente. Destaque para divertida menção à Duran Duran no trecho “You’re name isn’t Rio, But i don’t care for sand” .

Fake Tales of San Francisco tem um ótimo riff, mas a sua parte forte fica em 2:23 da música, quando entra em um ápice.

Dancing Shoes é uma interessante visão na vida noturna em como as pessoas se comportam em festas, e o solo é bem executado.

You Probably Couldn't See For The Lights But You Were Looking Straight At Me (malditos sejam por me fazer escrever um titulo gigantesco desse nível), eu adoro o ritmo dessa música, e novamente prova que esse é o álbum definitivo sobre a vida noturna em clubes do norte da Inglaterra.

Still Take You Home tem um tema parecido com dancing shoes, mas tem um riff melhor em minha opinião.

Riot Van é a música mais leve do disco, com uma letra interessante de Turner, cria-se quase uma observação sobre a vida noturna do norte da Inglaterra:

"Please just stop talking
Because they won't find us if you do
Oh those silly boys in blue
Well they won't catch me and you"
"Have you been drinking son, you don't look old enough
To me"
"I'm sorry officer is there a certain age you're
Supposed to be? Cause nobody told me"

Red Lights Indicate Doors Are Secured tem um ótimo riff de baixo e narra a volta pra casa de táxi após uma agitada noite de festa.

Mardy Bum é a queridinha dos hipsters e indies, e dá pra notar o porquê, apesar de ser uma das músicas mais famosas desse álbum, ela não foi lançada como single, então os fãs acabaram a tornando famosa. Tenho que admitir que Mardy Bum bem memorável.

Perhaps Vampires Is A Bit Strong But... Apesar do titulo interessante, é a minha menos favorita do álbum, não é de forma alguma uma música ruim, só que em comparação aos outros clássicos desse disco.

When the Sun Goes Down foi a primeira música que eu ouvi desse álbum, e o que mais chama a atenção é o refrão, sem dúvidas um dos melhores do trabalho. .

From Ritz To Rubble é minha favorita do álbum, ela é simplesmente incrível, ela é memorável, rápida, agressiva, o momento em 2:16 é especialmente memorável.

“Last night what we talked about
It made so much sense
But now the haze has ascended
It don't make no sense anymore”

A Certain Romance é outra favorita dos fãs. Na primeira vez que a ouvi, não havia gostado muito, mas após entender o significado dela, creio que ela pode ser considerada quase como um hino daquela época. Quando alguém menciona o cenário musical de 2006 e a crescente onda das bandas indie, a primeira música que vem a minha cabeça é essa. A Certain Romance é uma carta de amor a esse período, e ela acaba se tornando uma ótima conclusão para esse álbum.

Outro fator a considerar são os b-sides da banda, que são bem recomendáveis. Os b-sides de Arctic Monkeys merecem ser ouvidos com o mesmo amor que as faixas dos álbuns. Destaque para Bigger Boys And Stolen Sweethearts.


Pontos altos: From The Ritz to The Rubble, When The Sun Goes Down, o álbum inteiro
Pontos fracos: nenhum

Nota final: 10/10




Favourite Worst Nightmare
Data de Lançamento: 18/04/2007
Duração: 37:34 mins.


Favourite Worst Nightmare é o álbum mais rápido e agitado da banda, a maioria das faixas são bem curtas e divertidas. 

O disco já começa com Brianstorm, o que é uma ótima introduçãlo, é um dos maiores hits da banda até hoje, novamente com uma boa combinação musical mostrando que esse álbum não veio pra decepcionar.

Em seguida temos Teddy Picker, em que podemos ouvir o elemento mais forte desse disco em minha opinião, o baixo. Nick O’Malley é a alma desse disco, e ele nunca esteve melhor do que aqui. Teddy Picker fala sobre a fama e como parece que as pessoas são selecionadas aleatoriamente para serem famosas, não pelo seu talento, mas pela sorte delas estarem no lugar certo na hora certa, como uma daquelas maquinas onde uma garra pega um brinquedo. Destaque para a menção à Duran Duran (de novo): “I don’t want your prayer, save it for a morning after”.

 D is for Dangerous e Balaclava mantém a rapidez e diversão do álbum, com bons riffs.

Fluorescent Adolescent é possivelmente a melhor faixa do álbum, apresenta os primeiros sinais de um amadurecimento maior da banda. A letra trata sobre uma questão de nostalgia, cantada de forma bem rápida, passa-se a ideia de que a memória é apenas uma adaptação do passado, parecendo mais bonita do que realmente foi.

Only Ones Who Know é uma bonita canção, mas não há muito que falar dela, destaque para o trecho: “That true romance can't be achieved these days”.

Do Me a Favour é uma das músicas bem fria sobre fim de relacionamento, para quem recém saiu de uma, a faia atinge de forma mais efetiva. a parte entre 2:34 até 2:55 termina a faixa magistralmente.

This House is a Circus me lembra muito o som de Queens of The Stone Age, o que logo(no próximo álbum) provou ser intencional.

O que também pode ser dito de If You Were There, Beware, uma música com um som bem stoner rock.

The Bad Thing não chamou minha atenção na primeira audição, mas hoje a vejo como uma das músicas mais divertidas do álbum e que infelizmente é pouco lembrada.

Old Yellow Bricks é bem memorável, toda a parte instrumental é fantástica e mostra que Arctic Monkeys é uma banda disposta a evoluir e fazer diferentes tipos de sons a cada álbum.

E pra fechar com chave de ouro, 505 é uma das melhores músicas dos últimos anos, extremamente atmosférica. Nessa faixa foram usados samples da trilha sonora de Três Homens em Conflito, um clássico do Western de Sergio Leone. 505 termina o álbum magistralmente e ela é de certa forma um exemplo do som que iriamos ouvir no próximo álbum, muito mais conceitual e atmosférico, mas ainda mantendo um pé no mainstream.

Os b-sides de Favourite Worst Nightmare são massivos, têm umas 20 músicas que foram chutadas do produto final, destaque para: Bad Woman, If You Found This It's Probably Too Late, Temptation Greets You Like Your Naughty Friend , a linda The Bakery, Too Much to Ask, What If You Were Right the First Time e um elegante cover de Diamonds are Forever.

Pontos Altos: 505, Fluorescent Adolescent, Brianstorm.

Pontos Baixos: nenhum também, é um trabalho ótimo no geral.

Nota final: 9,5/10, apesar de ser um ótimo álbum, acho que ele é muito curto, dava pra colocar algo dos b-sides de boa ali e ninguém ia reclamar.

Eu decidi partir o artigo em dois, e sim, é porque eu quero mais artigos em meu blog e eu achei melhor dividir o artigo assim como aqueles filmes baseados em livros que são feitos em partes não para agradar os fãs, mas para lucrar mais.


Não que eu vá lucrar com essa desgraça.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Top 7 melhores jogos da série Resident Evil.

Olá, pessoal!

Como primeiro artigo desse blog (que provavelmente será um fracasso eminente), resolvi começar em meu mês favorito do ano, outubro é um mês especial de terror por conta do Dia das Bruxas (não aqui no Brasil, mas quem liga?). Então considerando que terror é meu assunto favorito, achei que não havia época melhor para começar.

A série Resident Evil é uma das franquias mais famosas e lucrativas dos videogames, foi o primeiro jogo a usar o termo survival horror (apesar de Alone in The Dark ter inventado o gênero). Também foi um dos principais representantes de uma leva mais adulta de jogos que o Playstation queria trazer em 1995, a série se tornou um monstro na era do PS1 e se tornou um dos principais jogos de terror de todos os tempos.

Baseado no legado lendário da franquia, resolvi fazer uma lista, um top 7 dos melhores jogos da série, em minha opinião, é claro. Então entrarão na lista apenas os jogos que eu joguei, jogos como Resident Evil 0 e Darkside/Umbrella Chronicles não estarão no Top 7 pelo simples fato de eu não os ter jogado. A lista também conta com menções honrosas e menções desonrosas no final.



7. Resident Evil 5 (2009)
Plataforma(s): PC, PS3, Xbox360



Resident Evil 5 foi um jogo polêmico em seu lançamento, além de acusações de racismo( o jogo se passa na África), ele também foi muito criticado por ter abandonado de vez o gênero survival horror para um foco mais de ação.

Minhas críticas a essa entrada na franquia diferem um pouco de outras. O foco em ação não me incomodou tanto quanto incomodou os fãs mais conservadores, porque ele ainda é um jogo bem tenso, você sempre está cercado de inimigos, a munição não é tão abundante assim (ainda mais porque sua companheira no jogo tem o hábito de gastar toda a munição em segundos). Também porque ele é realmente um ótimo jogo. Os gráficos eram impressionantes na época e conta com um gameplay mais aprimorado que seus antecessores.

Mas ele ainda é um dos mais fracos da série (ele era, antes de Resident  Evil 6 ser coroado como tal) por alguns erros, o jogo ainda sofre de certa falta de criatividade, muitos segmentos são apenas repetições das partes mais memoráveis de Resident Evil 4 (o gigante, a introdução, entre outros...). A AI do jogo é uma das piores que já vi, a personagem Sheva Alomar (sua companheira no jogo) mais te atrapalha que te ajuda. 

Ainda é um bom jogo, recomendo que quem não jogou, jogue com um amigo controlando a Sheva, assim a experiência se torna muito mais divertida e acaba excluindo várias dificuldades que você teria ao jogar acompanhado pela AI.


6. Resident Evil Revelations (2012)
Plataforma(s): Nintendo 3DS, PC, PS3, Xbox360 e WiiU



Revelations fez um bom trabalho em recapturar os elementos de terror que o quinto jogo tinha deixado para trás, inicialmente um exclusivo do Nintendo 3DS(o que é impressionante, a julgar seus gráficos) ele logo foi relançado para PC, PS3, Xbox 360 e WiiU.

O jogo é dividido em capítulos e é possível controlar diversos personagens, alguns velhos conhecidos como Jill Valentine e Chris Redfield , e algumas faces novas como Parker Luciani(parceiro da Jill no game). As qualidades de Revelations são o retorno ao Survival Horror, a munição e os itens de cura são mais escassos, os corredores mais fechados, e os inimigos mais perigosos, um exemplo é Rachael Ooze (a voluptuosa zumbi da foto) que te persegue na metade do jogo e não contente em ser excessivamente rápida e forte, ainda por cima é imortal.

Porém, Revelations ainda tem problemas que o impedem de estar mais alto na lista, a história do jogo não é muito interessante (terroristas usam vírus zumbi num cruzeiro, agentes vão investigar, vilão usa o vírus em si próprio no final), é basicamente o mesmo roteiro de todos os novos jogos da série. Os inimigos são esponjas de bala, parece que não estão sentem dano quando você atira neles (isso fica bem claro no chefão final) e o setting do jogo, de se passar num navio perdido no oceano não é tão original assim, outros jogos da série já usaram esse cenário, como o Gaiden de Game Boy Color e o Dead Aim de Ps2. Além de um jogo chamado Cold Fear, que utiliza um gameplay parecido, também no mesmo tipo de cenário.

Revelations também é quebrado em segmentos que atrapalham o ritmo do jogo com partes mais focadas em ação, foi uma tentativa de agradar ambos os tipos de fã da série até aquele ponto.


5. Resident Evil: Code Veronica X (2000)
Plataforma(s): Sega Dreamcast, PS2 e Nintendo Gamecube



Code Veronica foi um dos principais lançamentos do Dreamcast, os gráficos para a época eram impressionantes, foi o primeiro jogo da série a ter cenários 3D, personagens com expressões faciais e movimento labial (em contraste com os primeiros, onde os personagens se expressavam com as mãos, parecendo algo digno de Power Rangers). Apesar disso tudo, o gameplay não mudou muito, tendo até regredido em comparação ao gameplay de Resident Evil 3 (seu antecessor).

A atmosfera do jogo é bem pesada, os cenários da ilha e na Antártida são envoltos em névoa, o que também é um reflexo das limitações técnicas do game, afinal, ainda não era possível expandir muito a câmera sem perder a qualidade do framerate. 

Porém, Code Veronica está apenas em quinto porque acho ele um tanto maçante, é o jogo com mais backtracking da franquia, é bem difícil (até mais que o 2 e o 3), os chefões são realmente um desafio, tanto que se você não tiver um item de cura ao enfrentar eles, é bem provável que você irá morrer bem rápido, não é raro ter que começar o jogo de novo por falta de itens, então é preciso administrar seus saves muito bem ou você estará perdido nele.


4. Resident Evil 3: Nemesis
Plataforma(s): PC, Playstation, Sega Dreamcast e Nintendo Gamecube.




Eu não sei vocês, mas em minha época de PS1, Resident Evil 3 era o mais popular da série entre meus amigos (pelo menos até jogarmos o 4). A coisa mais memorável de RE3 é sem dúvidas o antagonista. Nemesis é um dos vilões mais memoráveis da história dos videogames, não só pelo visual, mas também pelo fato de ele te perseguir na maior parte do game, o que era um novo fator aterrorizante no jogo. Em comparação, nos jogos anteriores, era só entrar em outra área pra se livrar de um inimigo (o problema era esquivar), Nemesis consegue abrir portas, pular sobre janelas, e ele simplesmente corre muito mais rápido que você, além de carregar uma Rocket Launcher pra aumentar seu desespero no máximo todas as vezes que ele aparecia. A sensação de urgência percorre esse jogo durante toda sua jogatina.

Apesar de ter poucas melhoria técnicas desde o segundo, Resident Evil 3 tem o melhor gameplay da era PS1, que melhoram bastante a limitada movimentação de tanque dos personagens, alguns mecânicas novas são a mira automática, a esquiva(que foi abandonada depois, e só voltou no Revelations) e o maravilhoso giro de 180 graus (quem jogou o 1 sabe o quão miraculosa foi essa adição).

RE3 está em quarto lugar porque apesar de ser um jogo icônico, ele parece apenas uma expansão do segundo jogo, é uma expansão exemplar, mas ele acaba perdendo pontos por não ter inovado muito, pelo menos não tanto quanto os próximos na lista.


3. Resident Evil Remake (2002)
Plataforma(s): Nintendo Gamecube



Às vezes eu me pergunto se eu deveria amaldiçoar a Capcom por fazer esse titulo um exclusivo ou agradecê-la por isso, porque esse jogo é um dos principais motivos (quiçá o principal) para ter um Gamecube. 

Ele talvez seja o melhor remake da história de todas as mídias existentes, porque ele não apenas aperfeiçoa o primeiro em todos os aspectos, como ele também adiciona tantas coisas novas que acaba tomando uma própria face.

Eu nunca achei Resident Evil uma série realmente assustadora, sempre vi mais como um jogo tenso e que prezava pelo suspense. Veja bem, eu tinha jogado Silent Hill antes, então Resident Evil era muito mais tranquilo em comparação. Mas isso muda no Remake, ele realmente dá medo, a atmosfera combinada aos lindos gráficos (até hoje) criam uma experiência única, é um verdadeiro e puro Survival Horror, você nunca se sente a salvo nele.

“Então por que apesar de todos esses elogios, ele não foi colocado em primeiro lugar?” você deve estar se perguntando. Logo saberão abaixo.


2. Resident Evil 2 (1998)
Plataforma(s): Sony Playstation,Nintendo 64, PC, Sega Dreamcast e Nintendo Gamecube



É meio difícil achar uma sequência que supere o original na história do cinema (com algumas exceções), mas é bem fácil de achar nos videogames. Resident Evil 2 é extremamente superior ao primeiro, é um exemplo de tudo que uma sequência deve ser: maior e melhor, mas ainda com o espírito e os elementos que o fizeram o jogo anterior.

O jogo era dividido em dois CDs, um para cada personagem, nesse caso, Leon e Claire. Diferente do primeiro jogo onde escolher outro personagem só mudava alguns segmentos na história, RE2 era como dois jogos em um, as histórias se conectavam dependendo de sua escolha de personagem, por exemplo, se você escolhesse jogar com o Leon primeiro, após zerar o disco, você poderia jogar com a Claire vendo o ponto de vista dela em paralelo com a do Leon, então ficaria Leon A e Claire B no memory card, e você poderia fazer o contrário também, Claire A e Leon B. Resident Evil 2 é um dos jogos com maior fator replay do PS1.

A atmosfera do jogo foi outro fator marcante, fortemente inspirado nas obras do pai do gênero zumbi, George A. Romero, o jogo apresentava um cenário caótico de um apocalipse zumbi, e também um local desolado da delegacia de Raccoon City, ele tem muito a cara de um filme B, mas isso não o faz ser menos tenso.

Resident Evil 2 é o favorito de muitos fãs, porque foi ele quem realmente deixou a série famosa. Por 11 anos ele foi o jogo mais vendido da série, eu até pensei em deixar ele em primeiro lugar, mas ao ouvir meu coração pra fazer essa lista, não poderia ser outro jogo senão o próximo nessa lista.


1. Resident Evil 4 (2005)
Plataformas: Nintendo Gamecube, PS2, PC, Nintendo Wii, Iphone OS, PS3, Xbox 360, Zeeboo, e se bobear saiu até pra Atari




Resident Evil 4 é meu segundo jogo favorito de todos os tempos (quem ficou com a honra do primeiro lugar foi Silent Hill 2), então ele não poderia estar em nenhum outro lugar senão o topo da lista. Ele foi simplesmente o primeiro survival horror que eu joguei, ao ouvir que o jogo era mais focado em ação, eu criei coragem pra jogar, e como eu estava errado em pensar que ele não me assustaria tanto.

Vamos admitir que Resident Evil 4 sem dúvidas é o mais Trash da série, mas assim como o RE2, isso não o faz menos tenso em momento algum. A lista de monstros e momentos marcantes de RE4 dariam um artigo inteiro sozinho.

Eu zerei RE4 pelo menos umas 20 vezes, e eu ainda me divirto horrores com ele, algo que pouquíssimos jogos conseguem fazer. Lembro-me que a primeira vez que o joguei, apesar de horrorizado, eu não conseguia desligar o videogame, eu tinha jogado o dia inteiro parando apenas pra comer e pra ir ao banheiro, e isso era algo único pra mim, um jogo que jamais perdia o timing, com um andamento perfeito.

Alguns fãs mais conservadores reclamaram muito do fato de os inimigos não serem mais zumbis, mas sinceramente, Resident Evil 4 é o perfeito exemplo de uma série que se reinventou e mudou diversas coisas, e ainda manteve o espírito dos primeiros, algo que o 5 e o 6 falharam em capturar. 

Os novos inimigos foram perfeitos para o novo tipo de gameplay que os realizadores do jogo fizeram, e eu realmente preciso comentar sobre o gameplay? Ele talvez seja o estilo mais revolucionário dos últimos anos se tratando de videogames, se Resident Evil 1 veio com um gameplay  chupinhado de Alone in the Dark, Resident Evil 4 criou um estilo próprio, que milhares de jogos recriaram depois, como Dead Space, Gears of War e outro tantos, o estilo mira por cima do ombro de Resident Evil 4 se tornou algo comum no mundo dos games, tanto que quando RE5 chegou, ele parecia mais do mesmo.

O único defeito de RE4 é a AI da Ashley no jogo, ela não te ajuda em nada, e você tem que sempre proteger ela, mas não é tão difícil depois que você se acostuma (talvez seja porque eu zerei mais de 20 vezes). A Sheva do RE5 me incomodou muito mais que a Ashley.

É engraçado pensar que Resident Evil 4 iria ser um exclusivo de Gamecube, mas o jogo foi tão bom, que seria idiora manter um dos melhores jogos já feitos exclusivo de um console que mal vendeu. Em minha opinião (e parece que eu estou certo, vendo a repercussão do jogo), Resident Evil 4 é um dos jogos mais importantes da história dos videogames.

Não existe desculpa no mundo pra alguém não ter jogado, ele foi lançado até pra Zeebo.


Menções honrosas:

Resident Evil (1996)
Plataforma(s): Sony Playstation, PC, Sega Saturn



Eu reconheço a massiva contribuição de Resident Evil 1 para a história dos videogames, ele só não entrou na lista porquê, diferente de sua sequência, RE1 foi um jogo que não envelheceu muito bem, sua enorme dificuldade é consequência de sua jogabilidade extremamente travada, eu sei que na época que ele foi feito existiam muitas limitações, mas como essa lista foi escrita com base na minha opinião, Resident Evil 1 fica fora da lista principal.


Resident Evil: Dead Aim (2003)
Plataforma(s): PS2



Eu mesmo só joguei Dead Aim por conta de “métodos alternativos de compra”, e lembro-me de apenas ter o comprado para fazer graça do jogo (por conhecer a infame reputação dos Spin-Offs Gun Survivor). 

Para minha grande surpresa, eu acabei gostando bastante do jogo, ele foi o primeiro Resident Evil em terceira pessoa com mira controlável, ele também mistura a exploração típica da série com a ação frenética de um Arcade. Não é ótimo de forma alguma, é até difícil dizer se é bom, mas é um jogo que recebe mais ódio do que merece.

Resident Evil Outbreak (2004)
Plataforma(s): PS2




Resident Evil Outbreak é um ótimo jogo desde que ele seja jogado online, do jeito que ele foi pensado e criado para ser, o único problema é que é praticamente impossível jogar ele em single player. Já vimos que Resident evil tem uma péssima reputação quando se trata da AI dos jogos, e a de Outbreak talvez seja a pior de toda a série, os zumbis do jogo são gênios comparados a seus companheiros.


Menções Desonrosas:

Resident Evil 6 (2012)
Plataforma(s): Ps3, Xbox360 e PC. 




Eu não odiei Resident Evil 6 antes que vocês se perguntem, mas ainda é indiscutivelmente o mais fraco da série, ainda mais se você pensar que ele tinha prometido ser a volta da série nas raízes de survival horror.

Até o gameplay que dizia ter sido muito aprimorado, pareceu estranho pra mim, a câmera é esquisita, a mira não parece muito precisa, o motion blur me deixou com dor de cabeça muitas vezes. A ideia de três campanhas diferentes que se interligam é interessante (até lembrando o segundo jogo), mas a história do jogo é muito medíocre, é exatamente o mesmo roteiro de todos os novos jogos da franquia; terroristas usam vírus, comunidade é infectada, agentes são mandados pra resolver, vilão no final se injeta com o vírus e se transforma num bolo de carne mutante.

Talvez seja meio injusto minhas criticas, sendo que eu apenas joguei a campanha do Leon por completo. Veja bem, o chefão final dessa campanha primeiramente se transforma num monstro genérico, dai você mata ele e continua o capitulo sabendo que você vai ter que enfrenta-lo novamente, e quando chega o momento, ele sofre outra mutação e se transforma num dinossauro com um olho gigante na boca...

Um dinossauro...

Com um olho na boca...

Isso deveria ser assustador?

Vocês entendem meu problema com esse jogo? Então você mata o tirolhosauro rex e obviamente ele volta depois para, agora sim, a batalha final, então dessa vez ele se transforma em uma mosca gigante...

Como diabos você muda de um dinossauro para uma mosca gigante? Isso não é assustador, isso é apenas idiota. Resident evil 6 foi um tapa na cara dos fãs, mas eu disse não odiar ele, e isso se deve porque no mesmo ano foi lançado algo muito mais maligno, dessa vez um verdadeiro survival horror, um horror para os fãs que o compraram, e o nome desse anticristo é:


Resident Evil Operation Raccoon City (2012)
Plataforma(s): Seus olhos sangrando com essa abominação



Se os fãs tinham medo da série se tornar apenas um shooter igual Gears of War, Operation Raccoon City são seus pesadelos tornados realidade. Se ao menos RE5 era um bom jogo apesar de ser focado em ação, Operation é um péssimo jogo em geral, os gráficos parecem algo de inicio da geração (sendo que ele foi lançado no fim da geração), o gameplay é quebrado, a história é inexistente e o jogo está infestado de bugs. 

Você até pode dizer que, pelo jogo não fazer parte da série principal, não importa muito ele ser ruim ou não, mas me assusta pensar que uma empresa grande e experiente como a Capcom gastou dinheiro pra fazer essa coisa, ainda mais numa série amada por milhares de gamers pelo mundo.

Hoje em dia é inadmissível que uma série que nos agraciou com Resident Evil 2 e 4, dois dos jogos mais importantes da história dos videogames, nos deem algo tão horrível como esse jogo.  Minha dica é que, se você quiser jogar um jogo de zumbis com ação frenética online, vá jogar Left 4 Dead, mas passe longe disso.






Introdução ao Blog

Olá, pessoal!

Espero que essa seja a primeira de muitas vezes que eu vou escrever essas palavras. Penso em começar um blog há muito tempo, e sabe se lá por quais razões resolvi começar só agora.  Minha imaginação cria  artigos o tempo todo, mas eles sempre acabam armazenados sem uma execução, empoeirados e quase esquecidos. Desta vez, eu decidi por esses pensamentos entre meus dedos e o teclado, e meus pensamentos geralmente estão em cinema, games, música, literatura, qualquer tipo de entretenimento.

O motivo do blog se chamar Mente do Érick é porque passo muito tempo pensando sobre vários assuntos da cultura pop. Outro motivo é porque o Blogspot não aceitou o titulo “Apenas por Diversão” que é literalmente a razão de eu ter feito esse blog.

Outro fator a se considerar em meus artigos, eu não posso prometer que eles serão impecavelmente escritos, eu nunca fui lá o aluno exemplar de português, então não esperem extremo profissionalismo, eu ainda estou a um longo caminho disso. Mas ainda tenho boas ideias e argumentos para serem expostos ao infinito alcance da internet.

Provavelmente esse blog vai ser um fracasso, mas acredito que é melhor tentar do que ficar continuar estático.